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24.1.08
21.1.08
Refouler l’odeur de mort
Um ponto de vista interessante sobre a nova lei do tabaco por Annick Le Guérer, aqui.
12.1.08
passive smoking- mitos e realidade
"Se é consensual que o tabagismo passivo mata e incapacita, numa escala preocupante, como se compreende que a legislação continue a admitir a exposição involuntária ao fumo de trabalhadores e clientes?"
Pois é meus caros, quando se repete muitas vezes uma fantasia ela parece tomar parte na realidade... Na realidade o que é consensual é exactamente o contrário - o tabagismo passivo não mata ou incapacita numa escala preocupante.
" Evidence from numerous case control and cohort studies shows modest excess disease associations for cardiopulmonary diseases and lung cancer. Because most of this excess risk appear to be below 50%, it is virtually impossible for any of the studies to be considered defenitive."
in Harrisson´s - principles of internal medicine 16th (e última) edition. Ou seja na bíblia da medicina interna contemporânea.
Nota: Menos de 50% de aumento de risco em doenças tão raras como o cancro do pulmão é um aumento de risco global tão pequeno (porque o risco global é tão baixo) que me parece que será impossível provar que existe verdadeiramente. No fundo o que isto quer dizer é que o que parece estar demonstrado é que não existe um aumento de risco significativo associado ao "fumo passivo", independentemente da quantidade e frequência. Diga-se em abono da verdade que nós médicos estamos habituados a medicar com terapêuticas que aumentam o risco global de doenças fatais raras diversas vezes (quase todas as terapêuticas farmacológicas, desde a aspirina à terapia hormonal de substituição).
Pois é meus caros, quando se repete muitas vezes uma fantasia ela parece tomar parte na realidade... Na realidade o que é consensual é exactamente o contrário - o tabagismo passivo não mata ou incapacita numa escala preocupante.
" Evidence from numerous case control and cohort studies shows modest excess disease associations for cardiopulmonary diseases and lung cancer. Because most of this excess risk appear to be below 50%, it is virtually impossible for any of the studies to be considered defenitive."
in Harrisson´s - principles of internal medicine 16th (e última) edition. Ou seja na bíblia da medicina interna contemporânea.
Nota: Menos de 50% de aumento de risco em doenças tão raras como o cancro do pulmão é um aumento de risco global tão pequeno (porque o risco global é tão baixo) que me parece que será impossível provar que existe verdadeiramente. No fundo o que isto quer dizer é que o que parece estar demonstrado é que não existe um aumento de risco significativo associado ao "fumo passivo", independentemente da quantidade e frequência. Diga-se em abono da verdade que nós médicos estamos habituados a medicar com terapêuticas que aumentam o risco global de doenças fatais raras diversas vezes (quase todas as terapêuticas farmacológicas, desde a aspirina à terapia hormonal de substituição).
10.1.08
Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, Artigo 4.º 1 - É proibido fumar q) Nos estabelecimentos de restauração ou de bebidas (...)
Jim Jarmusch, Coffee and Cigarettes, 2003
The most cruel, the most heartless, the most redoubtable moments I've ever had were in a coffee shop when I suffered a serious lack of nicotine.
I don't let myself get into that dilema again.
@£!#%$@"#$%
Neste pequeno texto o boss resume os piores argumentos para defender esta lei :
-O incómodo
-O progresso
Para acabar com esta pequena pérola de ressentimento, má-consciência e intolerância:
Fica publicada então esta resolução de ano novo: só entro em espaços 100% sem fumo. Não me interessa se a sala de fumo fica nas masmorras, se existe, não entro. Bem sei que tal implica, por exemplo, o total boicote à noite gay do Porto - oh horror, oh tragédia - mas estou certo que sobreviverei. Fazer de conta que se vive num país em progresso será certamente melhor que a triste acomodação à realidade.
Por outro lado isto quer dizer que posso insultar o boss à vontade, dificilmente nos cruzaremos...
-O incómodo
-O progresso
Para acabar com esta pequena pérola de ressentimento, má-consciência e intolerância:
Fica publicada então esta resolução de ano novo: só entro em espaços 100% sem fumo. Não me interessa se a sala de fumo fica nas masmorras, se existe, não entro. Bem sei que tal implica, por exemplo, o total boicote à noite gay do Porto - oh horror, oh tragédia - mas estou certo que sobreviverei. Fazer de conta que se vive num país em progresso será certamente melhor que a triste acomodação à realidade.
Por outro lado isto quer dizer que posso insultar o boss à vontade, dificilmente nos cruzaremos...
7.1.08
Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, Artigo 4.º 1 - É proibido fumar g) Nos estabelecimentos de ensino (...) ou La cigarette c'est ta mère
Ficámos reduzidos ao papel da esquizofrénica da história que Deluze conta (numa sala de aula e sempre de cigarro na mão). Na versão portuguesa o psiquiatra ter-lhe-ia dito:
- Nada de cigarrinhos, minha menina. O cigarro é o teu pai.
Ao que a esquizofrénica poderia ter respondido, virando as costas:
- Sim, sim, o cigarro é o meu pai. Mas se o cigarro é o meu pai, o meu pai é o cigarro. Sendo assim, vou lá para fora.
E lá vamos, esquizofrénicos, lá para fora - fora do espaço público que se fechou para a nossa doença.
E se o cigarro é o nosso pai, a ASAE deve ser a nossa mãe, e eu não consigo ultrapassar o complexo de Electra - cada vez mais me apetece matar a mãe e casar com o pai.
6.1.08
Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto, Artigo 4.º 2 - É ainda proibido fumar (...) nos transportes (...) ferroviários
Marlene Dietrich in Shanghai Express de Josef von Sternberg, 1932
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