Pensávamos nós que pagávamos impostos por uma questão de solidariedade social, para que o Estado possa (melhor ou pior, consoante o governo) garantir os direitos básicos dos cidadãos. Mas andávamos enganados. Isto de pagar impostos não passa de uma manha do Estado para nos tornar seres imorais, incapazes de cuidar e amar o próximo, para nos corromper. E essa história da solidariedade social não passa de uma invenção dos cabotinos de esquerda para se desresponsabilizarem dos seus deveres morais.
"A consagração de direitos sociais, impostos por via legal, e financiados nos impostos, têm tido este efeito perverso. Os idosos, v.g., são objecto de direitos, garantidos, assegurados por prestadores profissionais, por instituições públicas ou dependentes do apoio público;
Tem piada como o adjectivo profissionais surge, em determinados contextos, como a mais hedionda das caracterizações. Estes prestadores de cuidados a que Rodrigo Adão da Fonseca se refere não são uns prestadores quaisquer - eles são profissionais, o que nos faz logo pensar em assassinos profissionais e ter imensa pena dos idosos, coitadinhos, que por culpa do Estado são objecto de direitos, garantidos, assegurados por prestadores profissionais!
Mas este maquiavelismo do Estado começa bem antes. Também as escolas e os hospitais públicos se encontram cheios de prestadores profissionais que desresponsabilizam as famílias e a comunidade e as impedem de cumprir o dever moral de garantir a saúde e a educação dos seus.
"as nossas sociedades organizaram-se de uma forma compartimentada: a população activa produz, para pagar impostos: quer queiram, quer não, aos indivíduos são-lhes sonegados os meios de que necessitariam para cuidar de si no futuro e dos seus no presente, aspecto particularmente limitador da liberdade no caso dos escalões médios e baixos de rendimento, onde os recursos que sobejam após o pagamento de várias dízimas são, quantitativamente, poucos. "
Sim, porque se não pagassem impostos, os escalões médios e baixos de rendimento teriam recursos de sobra para não trabalhar e poder cuidar dos seus idosos, ou para contratar uma enfermeira particular. Provavelmente os recursos dariam mesmo para ambas as coisas e para ainda ir passar umas férias a algum destino exótico se o estado de saúde do idoso o permitisse. Teriam recursos de sobra para comprar educação e saúde, bens que o Estado de forma tão descarada lhes pretende oferecer.
"O que podemos esperar de um modelo social onde tudo se resume a directrizes constitucionais, à consagração de direitos, à aplicação de políticas públicas, onde o Estado ocupa até aquele que deveria ser o espaço do amor ao próximo?"
Ah! O que podemos esperar...? Só mesmo um velhão a cada esquina.
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31.7.07
11.7.07
Ele anda tão mal visto, coitadinho...
é preciso reabilitar o dinheiro - toca a trabalhar!
«Le gouvernement veut mettre en oeuvre un "capitalisme pragmatique" en France, a déclaré la ministre de l'Economie, Christine Lagarde (...) S'appuyant sur le programme du président de la République, Nicolas Sarkozy, elle a souligné que l'objectif était de permettre à ceux qui veulent travailler plus de le faire et de "réhabiliter l'argent".»
«Le gouvernement veut mettre en oeuvre un "capitalisme pragmatique" en France, a déclaré la ministre de l'Economie, Christine Lagarde (...) S'appuyant sur le programme du président de la République, Nicolas Sarkozy, elle a souligné que l'objectif était de permettre à ceux qui veulent travailler plus de le faire et de "réhabiliter l'argent".»
4.7.07
Em França como aqui
Uma das promessas eleitorais de Sarkozy foi o contrato de união civil para casais do mesmo sexo. Ainda não o casamento, claro está, para que continue a ficar de fora o direito à homoparentalidade. A este propósito escreve Serge Hefez no Familles, je vous haime:
“O costume é uma segunda natureza que destrói a primeira. Mas que é a natureza? Porque não é o costume natural? Receio bem que esta natureza não seja, ela própria, mais do que um primeiro costume, como o costume é uma segunda natureza. (...) Nada há que não possamos tornar natural. Não há natural que não possamos fazer perder.”
Blaise Pascal, Pensamentos, Publicações Europa-América, p. 52 (#93-94)
A argumentação que se centra na
As oposições simplistas entre o natural e o não natural tendem sempre a escamotear as complexidades do humano naquilo que é e naquilo que vai fazendo de si e da sua natureza:
“O costume é uma segunda natureza que destrói a primeira. Mas que é a natureza? Porque não é o costume natural? Receio bem que esta natureza não seja, ela própria, mais do que um primeiro costume, como o costume é uma segunda natureza. (...) Nada há que não possamos tornar natural. Não há natural que não possamos fazer perder.”
Blaise Pascal, Pensamentos, Publicações Europa-América, p. 52 (#93-94)
A argumentação que se centra na
costumes é frequentemente inconsistente confundindo argumentos de ordem biológica com argumentos de ordem moral ou religiosa. A este respeito e pegando no título do post anterior, apetece perguntar: e a sagrada família será uma ‘família natural’? O que terá de natural uma família em que o pai é uma pomba e a mãe é uma virgem? E o pobre José no meio disto tudo, que direitos terá,
não sendo o pai biológico da criança?
23.6.07
É hoje
vergonha: s.f., perturbação moral produzida pelo receio do ridículo, da desonra, etc.; (no pl. ) as partes pudendas!
orgulho: s.m., sentimento elevado da sua dignidade pessoal; aquilo de que alguém pode orgulhar-se.
orgulho: s.m., sentimento elevado da sua dignidade pessoal; aquilo de que alguém pode orgulhar-se.
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